quinta-feira, 30 de abril de 2015

Estradas tortas.

Andei em estradas tortas
Passei por altos e baixos
Vi de tudo um pouco:
Mortes, magia, abraços

Caminhei descalça em pedregulhos
Naveguei sozinha sobre o mar
Conheci algumas feras
Mas aprendi a domar

Já tentei ser alguém que não sou
E nunca me vi tão infeliz
Sei bem como sou e estou
E me orgulho das coisas que já fiz

Já amei atores, professores e ambulantes 
Já fiz muitos favores 
Dentre eles um pra mim:
Tornar a felicidade constante 

Certa vez tive um amor 
Que estacionou no tempo 
E de forma voraz e anormal
Se foi com o vento 

Já fiquei até tarde numa calçada
Com milhares de histórias pra contar 
Já toquei muito amor 
Com um violão em um patamar

Escorreguei em algumas escadas
Mas fingi que não houve nada
Sempre com um bom amigo do lado 
Tornando minhas certezas mais sensatas

Já jurei amores 
Já chorei num bar 
Naquela eterna despedida:
Rio Grande do Norte/Ceará

Pedi perdão por ir embora 
E deixei alguns amigos 
Mas sempre a saudade bate minha porta
E me pede abrigo.

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