Andei em estradas tortas
Passei por altos e baixos
Vi de tudo um pouco:
Mortes, magia, abraços
Caminhei descalça em pedregulhos
Naveguei sozinha sobre o mar
Conheci algumas feras
Mas aprendi a domar
Já tentei ser alguém que não sou
E nunca me vi tão infeliz
Sei bem como sou e estou
E me orgulho das coisas que já fiz
Já amei atores, professores e ambulantes
Já fiz muitos favores
Dentre eles um pra mim:
Tornar a felicidade constante
Certa vez tive um amor
Que estacionou no tempo
E de forma voraz e anormal
Se foi com o vento
Já fiquei até tarde numa calçada
Com milhares de histórias pra contar
Já toquei muito amor
Com um violão em um patamar
Escorreguei em algumas escadas
Mas fingi que não houve nada
Sempre com um bom amigo do lado
Tornando minhas certezas mais sensatas
Já jurei amores
Já chorei num bar
Naquela eterna despedida:
Rio Grande do Norte/Ceará
Pedi perdão por ir embora
E deixei alguns amigos
Mas sempre a saudade bate minha porta
E me pede abrigo.
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