Nas mãos que me carregam
Carrego um eterno fardo
De me manter calma e convicta
Escondendo todo o meu estrago
Meus ombros pesam por mim e pelos outros
Intrusos na minha inlucidez passional
Tentando acompanhar os meus passos
Nessa minha dança comocional
A cada passo
Uma nova ironia
Semblantes que passam e disfarçam
Essa benfeitoria de agonia
E todo esse complô
Visto como paradoxal
Divide águas e impõe fronteiras
Nesse meu coração marginal.
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