quinta-feira, 17 de novembro de 2016 0 comentários

Dança comocional

Nas mãos que me carregam
Carrego um eterno fardo 
De me manter calma e convicta 
Escondendo todo o meu estrago

Meus ombros pesam por mim e pelos outros
Intrusos na minha inlucidez passional 
Tentando acompanhar os meus passos
Nessa minha dança comocional 

A cada passo
Uma nova ironia 
Semblantes que passam e disfarçam
Essa benfeitoria de agonia 

E todo esse complô 
Visto como paradoxal
Divide águas e impõe fronteiras
Nesse meu coração marginal.


 
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