Como entender alguém que nem de longe parece comigo? Ou será que nos parecemos tanto que não vemos isso? Só sei que ao tentar entender esse rapaz me perco nos meus pensamentos. E lá vem ele de novo, cheio de perguntas, cheio de teorias... Como pode alguém ser tão simples e ao mesmo tempo tão complicado? Como pode ele mexer com as minhas ideias de uma forma tão voraz? Eu não sei, mas também não procuro tais respostas, sei que elas virão, mas de forma espontânea. O jeito engraçado, o seu carisma e a sua loucura são traços fortes e evidentes nele, e no caso, nossos traços em comum. E seria daí que surgiu tamanha cumplicidade? Foi pelos nossos traços em comum que viramos mais do que amigos, talvez irmãos? Receio que não, provavelmente tamanha cumplicidade surgiu pelas nossas diferenças. Sim, pelas nossas diferenças... Afinal, encontrar alguém que te complete trás um êxtase instantâneo, mas também duradouro.
É possível sentir saudade de algo que ainda não aconteceu? Algo que gostamos e não aguentamos se quer imaginar como seria se tivéssemos que dar adeus? Eu me sinto assim, completamente presa a esse sentimento, que é uma mistura de nostalgia e medo. E é esse sentimento que me enlouquece! Como posso ficar em paz comigo mesma se estou sempre dando adeus a coisas e pessoas que eu gosto? Eu simplesmente não aprendi a dar "adeus". Sofro com despedidas, evito ao máximo pensar no que já passou e evito mais ainda pensar no que vai acontecer. Gosto de reencontros, de conversas longas, de pessoas que me fazem sorrir. Mas o que fazer quando a minha teimosia é maior do que tudo e me faz pensar em futuras despedidas? Bom, acho que no meu caso, o melhor que posso fazer é planejar próximos reencontros.
Aqui estou eu, sozinha de novo,
dessa vez pensando no que aconteceu comigo. Onde está a garotinha que gostava
de sair e socializar com os “amigos”? Porque agora ela prefere ficar trancada
no quarto no seu quarto escrevendo textos que segundo os seus “amigos” são
totalmente sem sentido? Ah se eles soubessem o quanto escrever me faz bem... Mas
pelo visto a noite vai ser longa e monótona, mas existe jeito melhor de preencher
uma noite vazia do que com palavras? Escrever é definitivamente o melhor veneno
antimonotonia, faz o tempo passar mais rápido, escrevendo podemos nos
expressar, dizer o que sentimos, porque escrever é isso, é termos uma conversa
mais do que silenciosa com a caneta e o papel.
O que fazer quando a saudade
aperta? Chorar? Espernear? Se distrair? O que fazer quando vem àquela angústia
por não poder voltar no tempo e reviver momentos felizes? E hoje o que nos
resta são as lembranças, lembranças de coisas, pessoas, situações... Ah, as
lembranças... São essas danadas que nos arrancam sorrisos e que também nos
fazem derramar lágrimas, mas há coisa mais gratificante do que relembrar velhos
momentos junto a pessoas queridas? É interessante o fato das lembranças
tornarem tudo mais engraçado, como algo que você fez no passado e antes te
envergonhava e hoje lhe trás somente risos. Mas quem não dá uma boa risada ao
ver uma foto antiga? Quem não se entusiasma com um reencontro daquela turma que
marcou a sua vida para sempre? Estamos sempre relembrando tudo, como éramos, o
que fazíamos, relembrando como é bom ter amigos, como é bom se sentir amado,
relembrando até momentos infelizes, porque não me dói saber que vivenciei
diversos momentos complicados, pois também vivenciei momentos que valem a pena
relembrar sempre, porque querendo ou não, relembrar também é viver.
Hoje mais uma pessoa me disse que
estou diferente... Engraçado que nunca sabem definir tal palavra, mas se sentem
totalmente livres para usa-la como definição de coisas, pessoas, situações...
Qual o problema em uma pessoa estar diferente? Afinal são as diferenças que definem a personalidade de alguém. Tudo muda, inclusive as pessoas.
E há quem diga que mudar é sinônimo de rebeldia, se for assim peço licença para
ser “rebelde”. Se as pessoas não mudassem seríamos completamente idiotas,
seríamos para sempre “crianças imaturas”, e quem chegasse a ter certo nível de
maturidade não suportaria viver em tal sociedade, provavelmente, perderia sua
sanidade mental ou cometeria suicídio.
Senti o meu coração pulsando mais
fraco, fiquei pálida, percebi que estava andando em círculos. Parei e sentei no
chão frio, ao sentar senti um calafrio percorrer o meu corpo, gelei junto com o
chão. Fiquei ali durante horas tentando achar uma razão para surtar, ainda não
achei nenhuma. Será que estou ficando louca ou sou apenas uma rebelde sem
causa? Tento decifrar a loucura dos meus pensamentos, mas cada vez me perco
mais dentro de mim mesma. Posso estar ficando louca, mas qual o problema? Há
quem diga que as melhores pessoas não são totalmente “normais”. Pra quê toda
essa normalidade se podemos fazer diferente? E se for a diferença que te traga
alegria? Você abriria mão da sua felicidade pelo o que os outros vão falar de
você? Vejo tantas pessoas desistindo dos seus sonhos, parando de lutar pelos
seus ideais, pessoas super talentosas que por falta de apoio e compreensão simplesmente desistem de tudo. Não devemos ser assim, mesmo com apoio ou sem apoio devemos lutar pelo o que queremos se não iremos ser só mais um fracassado no mundo.
Procurei a ti com o coração aberto,
sem rancor, estava bem decidida a dizer tudo o que eu sinto, mas no meio do
caminho me veio aquela insegurança de sempre e recuei. Eu juro que eu tento
pensar e agir com razão quando estou junto a ti, mas não consigo. Sempre ajudei
amigos com esses problemas, mas como posso ajuda-los se não consigo nem me
ajudar? Eu, que sempre sou vista como a problemática, a revoltada, a do
“contra”, só queria ajuda, é o que eu preciso, de ajuda. Eu preciso de alguém
que me apoie e me mostre o caminho certo a ser seguido, mas acima de tudo, eu
quero que esse “alguém” seja você. Quero que fique ao meu lado mesmo quando
tudo estiver desmoronando, como agora. Peço-lhe que fique, estou me esforçando
para ser “melhor”. Estou me esforçando para juntar coragem e lhe dizer tudo
isso, mas você me conhece... Sabe que te escrevo tudo isso porque sou um
desastre falando, você sabe que é escrevendo que fico em paz comigo mesma...
Perceba que você está em tudo... Nas minhas fotos, na minha agenda, nas minhas
músicas, nos meus sonhos e agora, de novo, você faz uma participação especial
nos meus textos, e tudo o escrevo aqui é para dizer que o meu coração sempre
foi e sempre será, seu.
Sou uma louca, mas não uma qualquer que você encontra em toda
esquina, sou o pior tipo de louca que existe. Sou do tipo que fala só e gosta
disso, que prova veneno e diz: “eu gostei”, que sofre com a normalidade dos
outros, sou do tipo de louca que pega a solidão e a torna sua melhor amiga, que
vê na diferença o seu lugar, que compra fiado e pede o troco, que dança sem
música, que lê de cabeça pra baixo, que entende a normalidade mas não a aceita,
que procura a verdade na mentira e acha. Sou do tipo, que mesmo com todas essas
loucuras sou feliz, que acima de tudo e de todos tenho o meu próprio estilo de
vida e não abro mão dele por nada, gosto de mudanças, gosto da diferença, que graça
teria se fossemos todos iguais? Nenhuma, eu acho...
Sabe aqueles dias em que a única coisa que te consola é saber
que esse sentimento ruim não vai durar pra sempre?! Pois bem, esse maldito
sentimento que me faz sentir deslocada, sem um lugar em que a minha cabeça
fique em ordem, tal lugar que talvez não exista, talvez esse tal lugar seja só
coisa da minha cabeça... “Coisa da sua cabeça”... A frase que escutei com mais
frequência nas últimas 24 horas. Será que sou assim tão difícil de lidar a
ponto de acharem que tudo o que digo é asneira? Posso não ser uma pessoa “fácil”,
nem de longe quero ser assim, afinal, qual a graça de montar um quebra-cabeça
fácil? Acho que sou com um quebra-cabeça, difícil, precisa-se de bastante
paciência para juntar as peças e no fim me entender. Mas as perguntas são: em
pleno século XXI quem vai querer entender uma “garotinha” de 14 anos que foi diagnosticada com uma
doença seríssima que se chama sinceridade? Quem vai querer estar por perto
quando ela “explodir”? E são as respostas dessas perguntas o que mais me
intriga... Como pode alguém se arriscar a tal ponto?! Mas tive a virtude de
conhecer algumas pessoas assim, pessoas na qual com um simples “eu te entendo”
melhoraram o meu dia, e é essa sensação de conhecer pessoas que mesmo sabendo
dos seus piores defeitos te deixam feliz de uma forma que você nunca ousou
imaginar.
Olá pessoas, venho por meio desse singelo blog mostrar um pouco de mim para vocês, peço a todos apoio para seguir com esse blog. Talvez ninguém esteja lendo isso, mas mesmo assim vou esclarecer que escrever aqui vai ser muito bom para mim, vou poder me expressar sem me preocupar com nada. Tentarei postar 5 vezes por semana. Enfim, espero que gostem do conteúdo do blog.
Abraços. :)
Abraços. :)
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