quinta-feira, 17 de novembro de 2016 0 comentários

Dança comocional

Nas mãos que me carregam
Carrego um eterno fardo 
De me manter calma e convicta 
Escondendo todo o meu estrago

Meus ombros pesam por mim e pelos outros
Intrusos na minha inlucidez passional 
Tentando acompanhar os meus passos
Nessa minha dança comocional 

A cada passo
Uma nova ironia 
Semblantes que passam e disfarçam
Essa benfeitoria de agonia 

E todo esse complô 
Visto como paradoxal
Divide águas e impõe fronteiras
Nesse meu coração marginal.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016 0 comentários

Confim

Minh'alma carente de amor
Em partes padece por ti
Numa mistura ambígua de solidão
Com um pouco de frenesi

Desvairada me encontro em teu leito
Faço dele o meu alfim
Me deleito em palavras e promessas
Que tingem o meu coração carmesim

Trago duas ou três canções na cabeça
Na esperança de te trazer pra mim
Faço de ti a minha nobreza
Te elevo dois niveis em mim

Escorrego na minha paixão
E como um prego, me cravo em ti
Marcando o seu coração
E o fazendo o meu confim.
 
;