Andei em estradas tortas
Passei por altos e baixos
Vi de tudo um pouco:
Mortes, magia, abraços
Caminhei descalça em pedregulhos
Naveguei sozinha sobre o mar
Conheci algumas feras
Mas aprendi a domar
Já tentei ser alguém que não sou
E nunca me vi tão infeliz
Sei bem como sou e estou
E me orgulho das coisas que já fiz
Já amei atores, professores e ambulantes
Já fiz muitos favores
Dentre eles um pra mim:
Tornar a felicidade constante
Certa vez tive um amor
Que estacionou no tempo
E de forma voraz e anormal
Se foi com o vento
Já fiquei até tarde numa calçada
Com milhares de histórias pra contar
Já toquei muito amor
Com um violão em um patamar
Escorreguei em algumas escadas
Mas fingi que não houve nada
Sempre com um bom amigo do lado
Tornando minhas certezas mais sensatas
Já jurei amores
Já chorei num bar
Naquela eterna despedida:
Rio Grande do Norte/Ceará
Pedi perdão por ir embora
E deixei alguns amigos
Mas sempre a saudade bate minha porta
E me pede abrigo.
Caminhando pela praia
Vendo o reflexo da lua no mar
Ouvindo o barulho das ondas
Vendo um barquinho navegar
Meu barquinho naufragou há muito tempo
Destruiu a tripulação do meu coração
Me afogou em solidão
Por tempos me prendeu no meu relento
Avistava terra à vista
Mas já não tinha mais forças pra navegar
Então fiquei de telespectadora
Vendo minha oportunidade zarpar
Ancorei meu coração numa lasca de pedra
E antes que me arrependesse
Tracei uma reta
Formulei um plano
E me tornei uma colecionadora de corações e objetos estranhos.
Vendo o reflexo da lua no mar
Ouvindo o barulho das ondas
Vendo um barquinho navegar
Meu barquinho naufragou há muito tempo
Destruiu a tripulação do meu coração
Me afogou em solidão
Por tempos me prendeu no meu relento
Avistava terra à vista
Mas já não tinha mais forças pra navegar
Então fiquei de telespectadora
Vendo minha oportunidade zarpar
Ancorei meu coração numa lasca de pedra
E antes que me arrependesse
Tracei uma reta
Formulei um plano
E me tornei uma colecionadora de corações e objetos estranhos.
Aprecio a liberdade
Gosto do cheiro da chuva
Sou viciada em pessoas sensíveis
Simpatizo com a loucura
Fiz de mim um mar de felicidade
Que vez ou outra transborda saudade
As vezes é difícil deixar o amor entrar
Mas pode ser pior forçá-lo a sair
Porque até um sentimento puro
Pode te machucar e te fazer cair
Ainda acredito nas pessoas
Ainda acredito no mundo
Faço o que posso, do meu modo
Pra tentar melhorar tudo
Espalho cartazes por aí com mensagens otimistas
Dou bom dia ao porteiro, sorrio pra vida
Tem dias que um furacão parece me dominar
E então fico difícil de lidar
Mas só pra não esquecer
A bondade ainda mora aqui
Então, sem "mais" e "porquês" só vem me redescobrir.
Gosto do cheiro da chuva
Sou viciada em pessoas sensíveis
Simpatizo com a loucura
Fiz de mim um mar de felicidade
Que vez ou outra transborda saudade
As vezes é difícil deixar o amor entrar
Mas pode ser pior forçá-lo a sair
Porque até um sentimento puro
Pode te machucar e te fazer cair
Ainda acredito nas pessoas
Ainda acredito no mundo
Faço o que posso, do meu modo
Pra tentar melhorar tudo
Espalho cartazes por aí com mensagens otimistas
Dou bom dia ao porteiro, sorrio pra vida
Tem dias que um furacão parece me dominar
E então fico difícil de lidar
Mas só pra não esquecer
A bondade ainda mora aqui
Então, sem "mais" e "porquês" só vem me redescobrir.
Esperando o segundo sol, esbarrei no oceano
E como uma onda no mar passei pra outro plano
Quando a voz do anjo sussurrou no meu ouvido
Eu me vi a dois passos do paraíso
E naquele céu azul
Vi olhos que me chupavam feito zoom
Olhos que viam além do horizonte piedosos sons de blues
Caminhando e jogando palavras ao vento
Meus documentos eu perdi
E pra não dizer que não falei das flores
Mil rosas roubei pra ti
Mas se por acaso eu chegar muito estranho
Me chame para discutirmos Caetano
Mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo
E aquele abraço pra torcida do flamengo
E nunca se esqueça, nem por um segundo
Que por trás dessas lentes também bate um coração
Que vive em uma metamorfose ambulante
Ora figurante, ora coadjuvante
Que leu 50 receitas na luz dos olhos de outro alguém
E que como Chico, fala de amor como ninguém.
E como uma onda no mar passei pra outro plano
Quando a voz do anjo sussurrou no meu ouvido
Eu me vi a dois passos do paraíso
E naquele céu azul
Vi olhos que me chupavam feito zoom
Olhos que viam além do horizonte piedosos sons de blues
Caminhando e jogando palavras ao vento
Meus documentos eu perdi
E pra não dizer que não falei das flores
Mil rosas roubei pra ti
Mas se por acaso eu chegar muito estranho
Me chame para discutirmos Caetano
Mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo
E aquele abraço pra torcida do flamengo
E nunca se esqueça, nem por um segundo
Que por trás dessas lentes também bate um coração
Que vive em uma metamorfose ambulante
Ora figurante, ora coadjuvante
Que leu 50 receitas na luz dos olhos de outro alguém
E que como Chico, fala de amor como ninguém.
Matando um dragão por dia
Tomando uma dose de melancolia
Apostando meu coração
Esperando uma nova ilusão
Procurando um novo corpo pra usar
Uma nova alma pra me entregar
Um motivo, uma saudade
Qualquer coisa que desperte sentimentalidade
Vendo a verdade nos olhos do cego
E na solidão encontrando afeto
Uma vela pra acender
Por todos aqueles que fingem (sobre)viver
Tomando uma dose de melancolia
Apostando meu coração
Esperando uma nova ilusão
Procurando um novo corpo pra usar
Uma nova alma pra me entregar
Um motivo, uma saudade
Qualquer coisa que desperte sentimentalidade
Vendo a verdade nos olhos do cego
E na solidão encontrando afeto
Uma vela pra acender
Por todos aqueles que fingem (sobre)viver
Ironia é alguém que não sabe amar morrer de amor, ou seria uma hipérbole? Acho que o amor é como o vento, tem tempos bons e ruins, mas aí já não seria comparação? Achava que tinha conhecido o amor tomando uma taça de vinho, mas na verdade era só uma metonímia. Encontrei suavidade no eufemismo. Vivi crises existenciais nos paradoxos da vida. Nasci, e cresci, e estou envelhecendo, aceito a gradação e ignoro o polissíndeto.
Chegou o meu momento e eu explodi
Disse tudo que sentia
E esperei receber apoio mas não recebi
Fiquei chateada, furiosa e ainda mais confusa
Enfrentei todos sozinha e ainda continuo na luta
Já me acusaram de várias coisas:
Arrogante, mal criada
Esquecem que cresci e já consigo ver as coisas as claras
E eu só peço uma coisa:
Devolvam minha liberdade
Não me deixam mais me expressar
Porque estou sempre estou errada
Errada ou não, essa não é a questão
A questão é que eu não aguento mais levar sermão por ser quem eu sou
Sou explosiva, mas sou uma boa amiga
Sou desastrada e bagunçada
Mas só preciso de uma carona nessa estrada
Só espero que não tenham esquecido que tenho sentimentos
Que a "princesa do gelo" também sabe amar
Que a megera não domada, a louca registrada
Só quer ajuda, uma mãozinha
Pra poder mudar...
...e quem sabe, melhorar!
Disse tudo que sentia
E esperei receber apoio mas não recebi
Fiquei chateada, furiosa e ainda mais confusa
Enfrentei todos sozinha e ainda continuo na luta
Já me acusaram de várias coisas:
Arrogante, mal criada
Esquecem que cresci e já consigo ver as coisas as claras
E eu só peço uma coisa:
Devolvam minha liberdade
Não me deixam mais me expressar
Porque estou sempre estou errada
Errada ou não, essa não é a questão
A questão é que eu não aguento mais levar sermão por ser quem eu sou
Sou explosiva, mas sou uma boa amiga
Sou desastrada e bagunçada
Mas só preciso de uma carona nessa estrada
Só espero que não tenham esquecido que tenho sentimentos
Que a "princesa do gelo" também sabe amar
Que a megera não domada, a louca registrada
Só quer ajuda, uma mãozinha
Pra poder mudar...
...e quem sabe, melhorar!
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