Quando você passa pela porta
E finge não me notar
Quando você entra em casa sem jeito
Contando de um sujeito só pra me menosprezar
É quando tento não lembrar dos teus olhos em órbita
De quando eu contava as suas constelações de sinais nas costas
Trazendo comigo um único desejo:
Nao acabar morta
Enlouquecendo a cada esquina que passo
Sentindo o cheiro do seu corpo
E o toque do seu abraço
Que me tirava a lucidez e me fazia perder o compasso
Aprendendo cada vez mais sobre aquele buraco negro que você gritou
Frio, sem vida, cansado
Carregado de monstros e ferimentos não cicatrizados
Com a sua voz cravada na minha cabeça
Me contando sobre o quão isso era ruim
Porque você era luz, aglomerado de galáxias
E eu, aberrações cromáticas
Sou somente um monte de estrelas mortas
Alojadas como um mártir no meu coração
Que vez ou outra ainda doem
Mas sempre eu digo que não.
Assinar:
Postagens (Atom)

- Follow Us on Twitter!
- "Join Us on Facebook!
- RSS
Contact