Nas finas linhas do meu tear
Vou guardando memórias
Contando histórias
De dias que estão por vir
Nas finas linhas do meu tear
Enxergo novos caminhos
Elejo novos destinos
Mas caminho sempre sozinho
Nas finas linhas do meu tear
Vejo toda a minha angústia
Toda a dor que carrego no olhar
Nas finas linhas do meu tear
Carrego as dores de antigos amores
Carrego o peso de ser alguém
E as consequências de ainda ser ninguém
Nas finas linhas do meu tear
Espero por alguém que não vem
E como um antibiótico
A dor me mantém
Presa e refém
Nas finas linhas do meu tear.
Desencontros forçados
Rostos assustados
E no espelho do meu quarto
Ainda vejo você
Mais um gole de insanidade
Mais uma mentira pela verdade
E no silêncio do meu quarto
Ainda ouço você
Respirei sua dor
Tossi meus sentimentos
Fiz votos de amor
De loucura e tormento
Te dei abrigo nos meus lençóis
Te dei morada no meu âmago
Na agonia de um amor nocivo
E de arrepios estranhos
Cartas de amor sem remetente
Uma cartomante me traz você
Juras de amor tão descrentes
Que me lembram você
Nas pinturas rasgadas
Nos esboços descartados
E na parede do meu quarto
Não vejo mais você
Nos novos sonhos
Nas novas moradas
E nessa nova estrada
Não cabe mais você
Rostos assustados
E no espelho do meu quarto
Ainda vejo você
Mais um gole de insanidade
Mais uma mentira pela verdade
E no silêncio do meu quarto
Ainda ouço você
Respirei sua dor
Tossi meus sentimentos
Fiz votos de amor
De loucura e tormento
Te dei abrigo nos meus lençóis
Te dei morada no meu âmago
Na agonia de um amor nocivo
E de arrepios estranhos
Cartas de amor sem remetente
Uma cartomante me traz você
Juras de amor tão descrentes
Que me lembram você
Nas pinturas rasgadas
Nos esboços descartados
E na parede do meu quarto
Não vejo mais você
Nos novos sonhos
Nas novas moradas
E nessa nova estrada
Não cabe mais você
(Ilustração do Brenno do terra dos cegos)
Pessoas que não vivem
Garotas que não amam
Homens perdidos
Com mulheres nuas na cama
Órfãos de amor
Atenção e carinho
Crianças convictas
Do seu caminho
Guerras de opiniões, política e moral
Bombardeio de sentimentos
E sentenças carnais
Pessoas sofrendo com dramas banais
TV's ligadas em disritmia
Atores vendendo alegria
Comédias de um conto de terror
Um serial killer procurando um novo amor
Ladrões de corações e desatinos
Andando em vagões de trens, sozinhos
Seguindo estrelas apagadas
Esperando próximas paradas
Muros de concreto pichados com ideologias
Artistas anônimos buscando uma saída
Um novo traço pra treinar
Uma nova ideia pra compartilhar
Presos ajoelhados na sacristia
Pecados carnais estampados em jornais
Juras de amor não cumpridas
Em meio a "injúrias" bem vistas.
Uma nova jura
Um novo julgamento
Letras e acordes
Carregados de sentimentos
Medos escondidos por baixo dos lençóis
Baús repletos de sentimentos
Insônia se tornando um algoz
A madrugada virando tormento
Fantasmas do passado
Destroem o meu futuro
Bombardeio de sentimentos
Enfraquecem meu muro
Uma caneta multicor
Escreve o que já sei de cor:
Lembranças e momentos
Que viraram pó.
Um novo julgamento
Letras e acordes
Carregados de sentimentos
Medos escondidos por baixo dos lençóis
Baús repletos de sentimentos
Insônia se tornando um algoz
A madrugada virando tormento
Fantasmas do passado
Destroem o meu futuro
Bombardeio de sentimentos
Enfraquecem meu muro
Uma caneta multicor
Escreve o que já sei de cor:
Lembranças e momentos
Que viraram pó.
Pilhas de poemas espalhados pela casa
Lençóis jogados na cama
Um vazio dentro de mim
E o mundo lá fora me chama
Mais um novo amante
Menos 10 no meu saldo de amor
Só mais uma pessoa carente
Esperando um novo (r)am(c)or
No canto da sala tem uma calça surrada
Tal qual o nosso amor
Sou a maçã estragada
Que um dia você amou
No espelho do quarto
Vejo uma desconhecida
Pouco familiar
Muito atrevida
Vejo coisas que já não existem mais
Sinto coisas que não devo sentir
Falo demais no meu altar particular
Espero uma maré fechada pra poder transbordar e seguir
Lençóis jogados na cama
Um vazio dentro de mim
E o mundo lá fora me chama
Mais um novo amante
Menos 10 no meu saldo de amor
Só mais uma pessoa carente
Esperando um novo (r)am(c)or
No canto da sala tem uma calça surrada
Tal qual o nosso amor
Sou a maçã estragada
Que um dia você amou
No espelho do quarto
Vejo uma desconhecida
Pouco familiar
Muito atrevida
Vejo coisas que já não existem mais
Sinto coisas que não devo sentir
Falo demais no meu altar particular
Espero uma maré fechada pra poder transbordar e seguir
Uma bebida forte
Um disco pra ouvir
Um abismo entre eu e você
E a noite ainda vai cair
A saudade surge
Como as estrelas no céu
Numa constelação vejo seu sorriso
Travesso e infiel
A TV está ligada
Me fazendo companhia
A música me controla
Me tirando dessa disritmia
Alguém bate na minha porta
Mas não é você
É somente o zelador
Com a correspondencia que não quis receber
E a noite vai indo embora
A saudade foge pela porta
E eu fico aqui sem entender
Porque tem que ser assim quando penso em você?
Um disco pra ouvir
Um abismo entre eu e você
E a noite ainda vai cair
A saudade surge
Como as estrelas no céu
Numa constelação vejo seu sorriso
Travesso e infiel
A TV está ligada
Me fazendo companhia
A música me controla
Me tirando dessa disritmia
Alguém bate na minha porta
Mas não é você
É somente o zelador
Com a correspondencia que não quis receber
E a noite vai indo embora
A saudade foge pela porta
E eu fico aqui sem entender
Porque tem que ser assim quando penso em você?
Andei em estradas tortas
Passei por altos e baixos
Vi de tudo um pouco:
Mortes, magia, abraços
Caminhei descalça em pedregulhos
Naveguei sozinha sobre o mar
Conheci algumas feras
Mas aprendi a domar
Já tentei ser alguém que não sou
E nunca me vi tão infeliz
Sei bem como sou e estou
E me orgulho das coisas que já fiz
Já amei atores, professores e ambulantes
Já fiz muitos favores
Dentre eles um pra mim:
Tornar a felicidade constante
Certa vez tive um amor
Que estacionou no tempo
E de forma voraz e anormal
Se foi com o vento
Já fiquei até tarde numa calçada
Com milhares de histórias pra contar
Já toquei muito amor
Com um violão em um patamar
Escorreguei em algumas escadas
Mas fingi que não houve nada
Sempre com um bom amigo do lado
Tornando minhas certezas mais sensatas
Já jurei amores
Já chorei num bar
Naquela eterna despedida:
Rio Grande do Norte/Ceará
Pedi perdão por ir embora
E deixei alguns amigos
Mas sempre a saudade bate minha porta
E me pede abrigo.
Passei por altos e baixos
Vi de tudo um pouco:
Mortes, magia, abraços
Caminhei descalça em pedregulhos
Naveguei sozinha sobre o mar
Conheci algumas feras
Mas aprendi a domar
Já tentei ser alguém que não sou
E nunca me vi tão infeliz
Sei bem como sou e estou
E me orgulho das coisas que já fiz
Já amei atores, professores e ambulantes
Já fiz muitos favores
Dentre eles um pra mim:
Tornar a felicidade constante
Certa vez tive um amor
Que estacionou no tempo
E de forma voraz e anormal
Se foi com o vento
Já fiquei até tarde numa calçada
Com milhares de histórias pra contar
Já toquei muito amor
Com um violão em um patamar
Escorreguei em algumas escadas
Mas fingi que não houve nada
Sempre com um bom amigo do lado
Tornando minhas certezas mais sensatas
Já jurei amores
Já chorei num bar
Naquela eterna despedida:
Rio Grande do Norte/Ceará
Pedi perdão por ir embora
E deixei alguns amigos
Mas sempre a saudade bate minha porta
E me pede abrigo.
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