Nas mãos que me carregam
Carrego um eterno fardo
De me manter calma e convicta
Escondendo todo o meu estrago
Meus ombros pesam por mim e pelos outros
Intrusos na minha inlucidez passional
Tentando acompanhar os meus passos
Nessa minha dança comocional
A cada passo
Uma nova ironia
Semblantes que passam e disfarçam
Essa benfeitoria de agonia
E todo esse complô
Visto como paradoxal
Divide águas e impõe fronteiras
Nesse meu coração marginal.
Minh'alma carente de amor
Em partes padece por ti
Numa mistura ambígua de solidão
Com um pouco de frenesi
Desvairada me encontro em teu leito
Faço dele o meu alfim
Me deleito em palavras e promessas
Que tingem o meu coração carmesim
Trago duas ou três canções na cabeça
Na esperança de te trazer pra mim
Faço de ti a minha nobreza
Te elevo dois niveis em mim
Escorrego na minha paixão
E como um prego, me cravo em ti
Marcando o seu coração
E o fazendo o meu confim.
Em partes padece por ti
Numa mistura ambígua de solidão
Com um pouco de frenesi
Desvairada me encontro em teu leito
Faço dele o meu alfim
Me deleito em palavras e promessas
Que tingem o meu coração carmesim
Trago duas ou três canções na cabeça
Na esperança de te trazer pra mim
Faço de ti a minha nobreza
Te elevo dois niveis em mim
Escorrego na minha paixão
E como um prego, me cravo em ti
Marcando o seu coração
E o fazendo o meu confim.
Enquanto a vida me lança em abismos
E a solidão em mim faz morada
Desejo amargamente o calor dos seus braços
E as respostas das suas charadas
Quero o teu canto em minh'alma
A tua intensidade em mim
Transbordar mares de você
Em oceanos sem fim
Me guie pelas curvas do seu corpo
Mostre cada pedaço desconhecido a mim
Sem pressa, sem avareza
Me envolva nos seus lençóis de cetim
Me pegue desprevenida
Derrube as minhas defesas
Quebre os meus muros
E construa comigo novas fortalezas
Trace um futuro comigo
Fuja da realidade
Entrelace seus dedos nos meus
E me apresente essa estranha cidade
Ignore a minha bipolaridade
Os meus traumas e a minha dureza
Só me leve contigo
Antes que eu desapareça.
E a solidão em mim faz morada
Desejo amargamente o calor dos seus braços
E as respostas das suas charadas
Quero o teu canto em minh'alma
A tua intensidade em mim
Transbordar mares de você
Em oceanos sem fim
Me guie pelas curvas do seu corpo
Mostre cada pedaço desconhecido a mim
Sem pressa, sem avareza
Me envolva nos seus lençóis de cetim
Me pegue desprevenida
Derrube as minhas defesas
Quebre os meus muros
E construa comigo novas fortalezas
Trace um futuro comigo
Fuja da realidade
Entrelace seus dedos nos meus
E me apresente essa estranha cidade
Ignore a minha bipolaridade
Os meus traumas e a minha dureza
Só me leve contigo
Antes que eu desapareça.
Sou pássaro a voar
E a me perder no seu calor
Sou a noite fria a chegar
E a te envolver como um cobertor
Sou o desespero da partida
Sou a agonia da chegada
Sou aquela velha avenida
Que você sempre passa
Sou escritora a vagar em linhas tortas
Procurando novos contos
Procurando novas respostas
Em entrelinhas que um dia foram nossas
Perco-me em te ter
E nesse meu coração primata
Ainda há lembranças de você
E dessa palpitação precoce em te ver
Uma cratera findou-se em mim
Uma falha geológica no coração
Que se contorce com um só olhar
Ou um simples aperto de mão.
E a me perder no seu calor
Sou a noite fria a chegar
E a te envolver como um cobertor
Sou o desespero da partida
Sou a agonia da chegada
Sou aquela velha avenida
Que você sempre passa
Sou escritora a vagar em linhas tortas
Procurando novos contos
Procurando novas respostas
Em entrelinhas que um dia foram nossas
Perco-me em te ter
E nesse meu coração primata
Ainda há lembranças de você
E dessa palpitação precoce em te ver
Uma cratera findou-se em mim
Uma falha geológica no coração
Que se contorce com um só olhar
Ou um simples aperto de mão.
Nas finas linhas do meu tear
Vou guardando memórias
Contando histórias
De dias que estão por vir
Nas finas linhas do meu tear
Enxergo novos caminhos
Elejo novos destinos
Mas caminho sempre sozinho
Nas finas linhas do meu tear
Vejo toda a minha angústia
Toda a dor que carrego no olhar
Nas finas linhas do meu tear
Carrego as dores de antigos amores
Carrego o peso de ser alguém
E as consequências de ainda ser ninguém
Nas finas linhas do meu tear
Espero por alguém que não vem
E como um antibiótico
A dor me mantém
Presa e refém
Nas finas linhas do meu tear.
Vou guardando memórias
Contando histórias
De dias que estão por vir
Nas finas linhas do meu tear
Enxergo novos caminhos
Elejo novos destinos
Mas caminho sempre sozinho
Nas finas linhas do meu tear
Vejo toda a minha angústia
Toda a dor que carrego no olhar
Nas finas linhas do meu tear
Carrego as dores de antigos amores
Carrego o peso de ser alguém
E as consequências de ainda ser ninguém
Nas finas linhas do meu tear
Espero por alguém que não vem
E como um antibiótico
A dor me mantém
Presa e refém
Nas finas linhas do meu tear.
Desencontros forçados
Rostos assustados
E no espelho do meu quarto
Ainda vejo você
Mais um gole de insanidade
Mais uma mentira pela verdade
E no silêncio do meu quarto
Ainda ouço você
Respirei sua dor
Tossi meus sentimentos
Fiz votos de amor
De loucura e tormento
Te dei abrigo nos meus lençóis
Te dei morada no meu âmago
Na agonia de um amor nocivo
E de arrepios estranhos
Cartas de amor sem remetente
Uma cartomante me traz você
Juras de amor tão descrentes
Que me lembram você
Nas pinturas rasgadas
Nos esboços descartados
E na parede do meu quarto
Não vejo mais você
Nos novos sonhos
Nas novas moradas
E nessa nova estrada
Não cabe mais você
Rostos assustados
E no espelho do meu quarto
Ainda vejo você
Mais um gole de insanidade
Mais uma mentira pela verdade
E no silêncio do meu quarto
Ainda ouço você
Respirei sua dor
Tossi meus sentimentos
Fiz votos de amor
De loucura e tormento
Te dei abrigo nos meus lençóis
Te dei morada no meu âmago
Na agonia de um amor nocivo
E de arrepios estranhos
Cartas de amor sem remetente
Uma cartomante me traz você
Juras de amor tão descrentes
Que me lembram você
Nas pinturas rasgadas
Nos esboços descartados
E na parede do meu quarto
Não vejo mais você
Nos novos sonhos
Nas novas moradas
E nessa nova estrada
Não cabe mais você
(Ilustração do Brenno do terra dos cegos)
Pessoas que não vivem
Garotas que não amam
Homens perdidos
Com mulheres nuas na cama
Órfãos de amor
Atenção e carinho
Crianças convictas
Do seu caminho
Guerras de opiniões, política e moral
Bombardeio de sentimentos
E sentenças carnais
Pessoas sofrendo com dramas banais
TV's ligadas em disritmia
Atores vendendo alegria
Comédias de um conto de terror
Um serial killer procurando um novo amor
Ladrões de corações e desatinos
Andando em vagões de trens, sozinhos
Seguindo estrelas apagadas
Esperando próximas paradas
Muros de concreto pichados com ideologias
Artistas anônimos buscando uma saída
Um novo traço pra treinar
Uma nova ideia pra compartilhar
Presos ajoelhados na sacristia
Pecados carnais estampados em jornais
Juras de amor não cumpridas
Em meio a "injúrias" bem vistas.
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